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Flashcards grátis · Gestão de Pessoas

Motivação

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Conceito de motivação
Para Robbins, motivação são os processos que representam a intensidade, a direção e a persistência de um indivíduo para alcançar uma meta.
CERTO. É o conceito mais cobrado em prova. Repare que a definição é individual: a motivação descreve o esforço de UMA pessoa, e não um estado coletivo da equipe. Intensidade é a força do esforço, direção é o objetivo para onde ele aponta e persistência é por quanto tempo o indivíduo se mantém nele.
Referência
Robbins
Conceito de motivação
Os três elementos da motivação (Robbins) são: intensidade (esforço), direção (objetivo) e persistência (permanência).
Guardar os três resolve boa parte das questões conceituais. Chiavenato usa nomes equivalentes (energia, objetivo e necessidade), e as bancas aceitam os sinônimos. Cuidado com enunciados que trocam direção por intensidade: direção é PARA ONDE o esforço aponta, intensidade é QUANTO esforço se aplica.
Referência
Robbins
Conceito de motivação
A motivação é um estado geral: quem está motivado tende a estar motivado para todas as áreas da vida.
ERRADO. A motivação é ESPECÍFICA (Maximiano): não existe um estado geral de motivação. A mesma pessoa pode estar altamente motivada para estudar e desmotivada para o trabalho, porque cada objetivo mobiliza direção, intensidade e persistência próprias.
Referência
Maximiano
Motivação x desempenho
Estar motivado é condição suficiente para garantir um bom desempenho.
ERRADO. A motivação influencia o desempenho, mas não é seu único antecedente. Para Robbins, desempenho resulta de motivação vezes capacidade, somada à oportunidade (a circunstância ambiental que permite exercer as duas). Faltando capacidade ou oportunidade, a motivação sozinha não entrega resultado.
Referência
Robbins
Conceito de motivação
Na perspectiva intrínseca vale a máxima de que 'ninguém motiva ninguém', cabendo ao gestor criar condições que estimulem a motivação.
CERTO. Como a motivação nasce de dentro, o gestor não a injeta nas pessoas; ele remove obstáculos e oferece estímulos (reconhecimento, plano de carreira, empowerment). Por isso a banca considera errado propor programas motivacionais padronizados e permanentes: cada indivíduo responde de forma diferente.
Origem da motivação
Valores do meio social, remuneração, benefícios e estímulos do chefe e dos colegas são exemplos de motivos extrínsecos.
CERTO. O critério é a origem do motivo: se vem do ambiente (recompensas, punições, padrões do grupo, oportunidades de carreira), é extrínseco. A pegadinha clássica é classificar 'valores do meio social' como interno; valores DA PESSOA são internos, valores DO MEIO são externos.
Origem da motivação
Necessidades, aptidões, interesses, valores e habilidades da própria pessoa constituem motivos intrínsecos.
CERTO. São os impulsos interiores, de natureza fisiológica e psicológica. Hoje a maior parte dos autores defende que a motivação é processo individual e intrínseco: o que importa não é a condição em que o indivíduo está, mas como ele lida com essa condição. Maximiano propõe a via intermediária (motivação como produto da interação entre motivos internos e estímulos externos).
Ciclo motivacional
O ciclo motivacional (Chiavenato) tem seis etapas: equilíbrio interno, estímulo ou incentivo, necessidade, tensão, comportamento e satisfação.
A lógica é circular: o estímulo rompe o equilíbrio e faz surgir uma necessidade, que gera tensão e leva a um comportamento capaz de descarregá-la; satisfeita a necessidade, o organismo volta ao equilíbrio e um novo ciclo recomeça indefinidamente. Note que é equilíbrio INTERNO, não externo.
Referência
Chiavenato
Ciclo motivacional
Na frustração, a tensão gerada pela necessidade é normalmente liberada.
ERRADO. Justamente o contrário: na frustração a necessidade não é satisfeita e a tensão fica represada, gerando efeitos psicológicos (agressividade, tensão emocional, indiferença) e fisiológicos (insônia, repercussões cardíacas ou digestivas). Quem libera a tensão é a satisfação.
Ciclo motivacional
A compensação ocorre quando o indivíduo transfere o desejo para outro objeto, pessoa ou situação, satisfazendo uma necessidade alternativa que reduz a intensidade da original.
CERTO. É a terceira saída do ciclo, ao lado da satisfação e da frustração. A necessidade substituta é chamada de necessidade compensada; o exemplo clássico é 'afogar as mágoas' em outra fonte de prazer quando a necessidade original fica bloqueada.
Ciclo motivacional
As necessidades do ciclo motivacional só podem ser satisfeitas ou frustradas.
ERRADO. São três desfechos possíveis: satisfeitas, frustradas ou COMPENSADAS. Esquecer a compensação é a pegadinha mais comum do tema, porque ela é a saída em que a tensão é aliviada por um caminho alternativo, sem que a necessidade original tenha sido atendida.
Ciclo motivacional
Uma necessidade satisfeita deixa de motivar o comportamento.
CERTO. É premissa comum ao ciclo motivacional e a Maslow: satisfeita a necessidade, ela perde a força de direcionar o comportamento e outra passa a predominar. Por isso o comportamento humano é descrito como uma sequência contínua e incessante de ciclos motivacionais.
Conteúdo x processo
As teorias de conteúdo explicam O QUE motiva as pessoas, enquanto as teorias de processo explicam COMO funciona o mecanismo da motivação.
CERTO. Conteúdo olha para os motivadores em si (necessidades, fatores); processo olha para a dinâmica (comparações, expectativas, metas, consequências). Enunciados que falam em estímulos, ações, comportamentos e recompensas descrevem o 'como' e, portanto, pertencem às teorias de PROCESSO.
Conteúdo x processo
São teorias de conteúdo: Maslow, Herzberg, Alderfer, McGregor e McClelland; são de processo: Vroom, Adams, Locke, Skinner e a autoeficácia.
Um jeito de fixar: as de conteúdo giram em torno de NECESSIDADES e FATORES (o que move); as de processo giram em torno de COMPARAÇÃO, EXPECTATIVA, META e CONSEQUÊNCIA (como move). Atenção: a de Skinner é a mais controversa, pois mistura elementos dos dois grupos, mas as bancas a classificam como processo.
Conteúdo x processo
A teoria ERC, de Alderfer, é uma teoria de processo.
ERRADO. A ERC é teoria de CONTEÚDO: ela reagrupa as necessidades humanas (existência, relacionamento e crescimento), ou seja, responde o que motiva. Em listas com equidade, expectância e definição de objetivos (todas de processo), a ERC é justamente a intrusa.
Referência
Alderfer
Hierarquia de Maslow
A hierarquia de Maslow, da base ao topo: fisiológicas, segurança, sociais, estima e autorrealização.
As duas primeiras são primárias (de baixo nível) e as demais secundárias (de alto nível). A ordem é cobrada com frequência por meio de saltos indevidos: a autorrealização não vem logo após as sociais, pois entre elas está a estima; e as sociais vêm antes da estima, não depois.
Referência
Maslow
Hierarquia de Maslow
Para Maslow, apenas uma categoria de necessidade predomina por vez, e a necessidade inferior deve estar substancialmente satisfeita para que a seguinte se manifeste.
CERTO. São as duas regras estruturais da pirâmide, e é exatamente por elas que Maslow se distingue de Alderfer. Note o termo 'substancialmente': não se exige satisfação completa, apenas em grau suficiente para que outra necessidade assuma a direção do comportamento.
Referência
Maslow
Hierarquia de Maslow
Segundo Maslow, o indivíduo pode apresentar necessidades fisiológicas, sociais e de estima atuando ao mesmo tempo.
ERRADO. Em Maslow apenas uma categoria predomina por vez, em ordem rígida. A simultaneidade de necessidades, em qualquer sequência, é característica da teoria ERC de ALDERFER, e é justamente essa a troca que a banca explora.
Hierarquia de Maslow
Na hierarquia de Maslow, as necessidades de estima são prioritárias em relação às sociais.
ERRADO. É o inverso: as sociais estão mais próximas da base e, portanto, vêm ANTES da estima. A ordem correta é fisiológicas, segurança, sociais, estima e autorrealização; inverter os dois níveis intermediários é erro recorrente.
Hierarquia de Maslow
As necessidades de autorrealização dependem de recompensas dadas intrinsecamente pela própria pessoa, não sendo observáveis nem controláveis por terceiros.
CERTO. Estão no topo e traduzem o impulso de tornar-se tudo aquilo que se pode ser. Por isso o gestor não consegue 'entregar' autorrealização a alguém, diferentemente das necessidades de baixo nível, que a organização atende com salário, segurança e condições de trabalho.
Referência
Maslow
Hierarquia de Maslow
A hierarquia de Maslow foi amplamente validada empiricamente pelas pesquisas posteriores.
ERRADO. É uma das principais críticas: a teoria não obteve respaldo científico, nem quanto às cinco categorias nem quanto à ideia de preponderância. Estudos culturais também a contestam, pois em alguns países a segurança ou as necessidades sociais ocupam posições diferentes das previstas.
Hierarquia de Maslow
Segundo a divergência doutrinária apontada, a corrente que prevalece nas bancas classifica a necessidade de abrigo como necessidade de segurança.
CERTO. É a posição majoritária (Chiavenato), embora Robbins e Judge a tratem como fisiológica. Como há questões nos dois sentidos, a regra prática é marcar 'abrigo igual a segurança', salvo se o enunciado citar expressamente o autor da corrente oposta.
Teoria X e Y
Na Teoria X, o ser humano tem aversão ao trabalho e precisa ser coagido, controlado e ameaçado, o que conduz a um estilo de gestão autocrático e centralizador.
CERTO. A X é a visão NEGATIVA do ser humano: ele evita responsabilidade, não tem ambição e prefere ser dirigido. Essa premissa reflete a lógica da Abordagem Clássica, que pressupunha supervisão constante para evitar a chamada vadiagem sistemática.
Referência
McGregor
Teoria X e Y
Na Teoria Y, as pessoas assumem responsabilidades e se autocontrolam, cabendo à administração criar condições para que atinjam objetivos pessoais e organizacionais.
CERTO. É a visão POSITIVA, que leva a um estilo democrático, descentralizador e participativo. McGregor considerava os pressupostos da Y superiores e defendia decisão participativa, trabalhos desafiadores e bom relacionamento no grupo.
Referência
McGregor
Teoria X e Y
Na teoria de McGregor, a Teoria X representa a visão positiva do ser humano e a Teoria Y, a visão negativa.
ERRADO. Está invertido: X é a visão NEGATIVA (aversão ao trabalho, necessidade de controle) e Y é a POSITIVA (autocontrole, busca de responsabilidade). A troca dos rótulos é a pegadinha mais direta do tema.
Teoria X e Y
Assim como a hierarquia de Maslow, a Teoria X e Y não encontrou suporte empírico significativo.
CERTO. Não se comprovou estatisticamente que adotar os pressupostos da Teoria Y produza maiores níveis de motivação. Ainda assim, ambas seguem entre as teorias mais cobradas, porque organizam bem a discussão sobre estilos de gestão.
Dois fatores
Herzberg: os fatores higiênicos são extrínsecos e ligados ao CONTEXTO do cargo; os fatores motivacionais são intrínsecos e ligados ao CONTEÚDO do cargo.
O par contexto x conteúdo é a chave para classificar qualquer item: se o fator está ao redor do trabalho (salário, chefia, ambiente, políticas), é higiênico; se está dentro do trabalho (o que a pessoa faz e conquista), é motivacional. Daí a máxima de que a motivação vem do trabalho, não do ambiente.
Referência
Herzberg
Dois fatores
Salário, condições físicas de trabalho, estilo de supervisão, políticas da empresa e benefícios são fatores higiênicos.
CERTO. Todos são elementos do contexto, administrados pela empresa, e servem para PREVENIR a insatisfação, não para motivar. É por isso que reajuste salarial e melhoria de ambiente, isoladamente, não produzem motivação segundo Herzberg.
Referência
Herzberg
Dois fatores
Realização, reconhecimento, responsabilidade, o trabalho em si e a possibilidade de crescimento são fatores motivacionais.
CERTO. São elementos do conteúdo do cargo, ligados ao nível mais alto de autorrealização. Quando presentes geram motivação; quando ausentes geram apenas neutralidade, e não insatisfação, que é o efeito próprio da falta dos higiênicos.
Referência
Herzberg
Dois fatores
Para motivar uma equipe desmotivada, basta melhorar o ambiente físico, os relacionamentos, as condições de trabalho e conceder reajuste salarial e benefícios.
ERRADO. Todos os itens citados são fatores HIGIÊNICOS: eles removem a insatisfação, mas param na neutralidade. Para motivar seria preciso agir no conteúdo do cargo, com reconhecimento, responsabilidade, autonomia e possibilidade de crescimento.
Dois fatores
Segundo Herzberg, a ausência dos fatores motivacionais gera insatisfação nos empregados.
ERRADO. A ausência dos motivacionais gera NEUTRALIDADE (indiferença), não insatisfação. Quem produz insatisfação, quando ausente, é o fator HIGIÊNICO. É esse contínuo duplo que sustenta a ideia de que satisfação e insatisfação não são extremos de uma mesma linha.
Dois fatores
Segundo Herzberg, a presença dos fatores higiênicos gera motivação nos empregados.
ERRADO. A presença dos higiênicos apenas evita a insatisfação, deixando o empregado em estado neutro. Motivação só vem dos fatores motivacionais; higiênicos bem atendidos são condição de partida, não fonte de impulso.
Teoria ERC
A teoria ERC de Alderfer agrupa as necessidades em três: existência, relacionamento e crescimento.
É a releitura de Maslow com base empírica mais sólida: existência absorve fisiológicas e segurança; relacionamento absorve as sociais e a parte externa da estima; crescimento absorve a parte intrínseca da estima e a autorrealização. Cinco categorias viram três.
Referência
Alderfer
Teoria ERC
Na teoria ERC, mais de uma necessidade pode estar ativa ao mesmo tempo e em qualquer sequência.
CERTO. É a principal ruptura com Maslow, que exigia ordem rígida e predominância de uma única necessidade por vez. Em Alderfer a hierarquia é flexível e depende das preferências individuais, o que torna a teoria mais aderente à realidade observada.
Referência
Alderfer
Teoria ERC
Pelo efeito frustração-regressão da teoria ERC, o indivíduo frustrado em uma necessidade superior passa a se dedicar a outra mais facilmente atendida.
CERTO. Alderfer responde a uma lacuna de Maslow, que não explicava o que ocorre quando a necessidade não é atendida. Em vez de permanecer indefinidamente preso àquele nível, o indivíduo REGRIDE para uma necessidade mais básica, cuja satisfação está ao alcance.
Referência
Alderfer
Teoria ERC
A teoria ERC mantém a hierarquia rígida proposta por Maslow, exigindo que a necessidade inferior seja satisfeita antes da superior.
ERRADO. A ERC rompe exatamente com essa rigidez: não há etapas consecutivas obrigatórias, várias necessidades podem atuar juntas e ainda existe a regressão em caso de frustração. A hierarquia rígida é característica de MASLOW.
Necessidades adquiridas
As três necessidades socialmente adquiridas de McClelland são: realização, poder e afiliação.
O adjetivo 'adquiridas' é o coração da teoria: elas não são inatas, mas aprendidas ao longo da vida conforme o que foi recompensado na trajetória do indivíduo. Quem obteve bons resultados exercendo influência tende a desenvolver forte necessidade de poder.
Referência
McClelland
Necessidades adquiridas
As necessidades de McClelland são adquiridas ao longo da vida, conforme os resultados das experiências vividas pelo indivíduo.
CERTO. Por isso são chamadas de socialmente adquiridas. A propensão maior ou menor a cada uma depende daquilo que se mostrou útil e foi recompensado na trajetória da pessoa, o que diferencia essa teoria das que tratam necessidades como universais e inatas.
Referência
McClelland
Necessidades adquiridas
Pessoas com forte necessidade de realização preferem tarefas de dificuldade intermediária, evitando as fáceis demais e as difíceis demais.
CERTO. Elas buscam a realização pessoal mais do que a recompensa externa pelo sucesso, e por isso precisam de um desafio calibrado: tarefa fácil não prova competência e tarefa impossível não permite êxito. Note o contraste com a necessidade de poder, que persegue prestígio e influência.
Referência
McClelland
Necessidades adquiridas
Buscar relações interpessoais próximas e a aprovação das outras pessoas caracteriza a necessidade de realização.
ERRADO. Isso caracteriza a necessidade de AFILIAÇÃO, voltada a amizades e ambientes cooperativos. A realização diz respeito a metas desafiadoras, excelência e êxito competitivo. Misturar as duas em um mesmo enunciado é a armadilha típica.
Teoria da equidade
Pela teoria da equidade, de Adams, o indivíduo compara a proporção entre suas recompensas e contribuições com a mesma proporção observada em outras pessoas.
CERTO. A motivação depende da PERCEPÇÃO de justiça, não do valor absoluto recebido. A comparação é sempre relacional: entram de um lado esforço, qualificação e experiência, e de outro remuneração, reconhecimento, status e promoção.
Referência
Adams
Teoria da equidade
Na teoria da equidade, apenas a iniquidade negativa (receber menos que os outros) leva o indivíduo a adotar ações corretivas.
ERRADO. Tanto a iniquidade NEGATIVA quanto a POSITIVA geram desconforto e disparam ações corretivas. Receber proporcionalmente mais que os colegas também rompe a percepção de justiça e leva o indivíduo a ajustar contribuições, resultados ou percepções.
Teoria da equidade
Diante da iniquidade, o indivíduo pode: modificar suas contribuições, modificar seus resultados, distorcer a autoimagem, distorcer a imagem dos outros, mudar o ponto de referência ou abandonar a situação.
São seis saídas, e repare que apenas duas mexem na realidade (contribuições e resultados); as demais ajustam a PERCEPÇÃO ou fogem da comparação. Isso reforça o ponto central da teoria: o que motiva é a equidade percebida, não a equidade objetiva.
Referência
Adams
Teoria da equidade
A percepção de que a organização adota mecanismos justos e paritários de remuneração remete à teoria da expectativa.
ERRADO. Percepção de justiça e paridade é o núcleo da teoria da EQUIDADE, de Adams. A expectativa, de Vroom, trata da cadeia esforço, desempenho e recompensa, e do valor que o indivíduo atribui a essa recompensa.
Teoria da expectância
A teoria da expectância (Vroom) combina três variáveis: expectância (o esforço leva ao desempenho), instrumentalidade (o desempenho leva à recompensa) e valência (o valor da recompensa para a pessoa).
A sequência mental é encadeada: vale a pena me esforçar? esse esforço será reconhecido? e a recompensa me interessa? Basta uma das três falhar para a motivação desabar, e é por isso que a teoria é apresentada como uma equação entre as variáveis.
Referência
Vroom
Teoria da expectância
Na teoria de Vroom, a crença de que o esforço empregado resultará em bom desempenho corresponde à expectância.
CERTO. Expectância é o primeiro elo da cadeia, ligando esforço a desempenho. Enunciados do tipo 'meu esforço será reconhecido na avaliação de desempenho' apontam para ela; já 'a avaliação virará promoção ou prêmio' aponta para a instrumentalidade.
Referência
Vroom
Teoria da expectância
Na teoria de Vroom, a valência é a crença de que o bom desempenho será recompensado pela organização.
ERRADO. Essa é a INSTRUMENTALIDADE. Valência é o valor ou a importância que o indivíduo atribui à recompensa, ou seja, o quanto ela atende às suas metas pessoais. Uma promoção pode ter alta instrumentalidade e baixa valência para quem não quer o cargo.
Teoria da expectância
Um funcionário que acredita que promoções dependem de apadrinhamento, e não do desempenho, apresenta um problema de instrumentalidade.
CERTO. Ele até acredita que consegue desempenhar bem (expectância preservada), mas não acredita que o desempenho se converterá em recompensa. Sem esse elo intermediário, o esforço perde sentido, ainda que a recompensa seja valiosa para ele.
Referência
Vroom
Definição de metas
Para Locke, as intenções de trabalhar em direção a uma meta são importante fonte de motivação, exigindo a presença conjunta de meta e intenção.
CERTO. Não basta a organização definir metas se não desperta a intenção de persegui-las, nem basta o desejo sem um alvo definido. É uma teoria cognitiva: parte do pressuposto de que as pessoas são seres pensantes que lutam conscientemente por objetivos.
Referência
Locke
Definição de metas
Metas específicas e difíceis, desde que aceitas, produzem desempenho superior ao de metas fáceis ou genéricas.
CERTO. A especificidade funciona como estímulo interno, dizendo exatamente o que fazer e quanto esforço aplicar. As metas difíceis atraem atenção, energizam, aumentam a persistência e forçam a busca de métodos melhores, mas tudo isso depende da ACEITAÇÃO da meta.
Referência
Locke
Definição de metas
Na teoria da definição de metas, o feedback fornecido pela chefia é mais eficaz que o feedback gerado pelo próprio funcionário.
ERRADO. As pesquisas indicam o contrário: o AUTOFEEDBACK, aquele que o próprio indivíduo produz ao acompanhar seu progresso, é mais eficaz que o feedback externo. Qualquer feedback, porém, é melhor que nenhum, pois revela discrepâncias e redireciona o comportamento.
Definição de metas
A participação do funcionário na definição das metas favorece a aceitação e, por consequência, o comprometimento.
CERTO. Sem aceitação não há intenção, e sem intenção a meta não motiva. O comprometimento exige que o indivíduo acredite que pode alcançar a meta e queira alcançá-la, condições que a participação ajuda a construir.
Referência
Locke
Definição de metas
Metas tornadas públicas e metas autoestabelecidas tendem a aumentar o comprometimento do indivíduo.
CERTO. Ao lado do controle interno (a percepção de que se tem influência sobre o resultado), essas são as três circunstâncias que elevam o comprometimento. Vale lembrar o lado negativo: metas estreitas podem sacrificar o longo prazo e desgastar pessoas com baixa estabilidade emocional.
Referência
Locke
Teoria do reforço
As quatro estratégias da teoria do reforço são: reforço positivo, reforço negativo, punição e extinção.
Organize por duas perguntas: a estratégia AUMENTA ou DIMINUI o comportamento, e ela ADICIONA ou RETIRA algo. Os dois reforços aumentam comportamentos desejados; punição e extinção reduzem comportamentos indesejados.
Referência
Skinner
Teoria do reforço
O reforço negativo aumenta a frequência de um comportamento desejado, porque o indivíduo passa a evitar uma consequência desagradável.
CERTO. É a lógica da evasão: o bom comportamento livra a pessoa de algo ruim, e por isso tende a se repetir. Não há entrega de prêmio, há remoção de uma ameaça, o que distingue o reforço negativo do reforço positivo.
Referência
Skinner
Teoria do reforço
Reforço negativo e punição são equivalentes, pois ambos reduzem a ocorrência de um comportamento.
ERRADO. É a confusão mais explorada do tema. O reforço negativo AUMENTA um comportamento desejado (evitando algo ruim); a punição DIMINUI um comportamento indesejado (aplicando algo ruim). Os dois envolvem consequência negativa, mas apontam para direções opostas.
Teoria do reforço
A extinção consiste em eliminar uma consequência agradável associada a um comportamento indesejado.
CERTO. Não se aplica nada de ruim, apenas se retira o benefício que sustentava o comportamento, como fechar a porta da reunião no horário e deixar de acomodar os atrasados. Punição e extinção são as duas estratégias que reduzem comportamento.
Referência
Skinner
Teoria do reforço
A teoria do reforço explica o comportamento a partir dos processos cognitivos internos e dos propósitos conscientes do indivíduo.
ERRADO. A teoria do reforço IGNORA os eventos cognitivos internos: o comportamento é função de suas consequências, conforme a lei do efeito de Thorndike. Quem explica o comportamento por aspectos cognitivos e propósitos é a teoria da definição de metas, de Locke.
Autoeficácia
Autoeficácia é a crença do indivíduo a respeito da própria capacidade de realizar uma tarefa com sucesso.
CERTO. Quanto maior essa crença, mais a pessoa persevera diante das dificuldades; quem tem baixa autoeficácia reduz o esforço ou desiste. Funciona como espiral: a confiança gera esforço, o esforço melhora o desempenho e o desempenho reforça a confiança.
Referência
Bandura
Autoeficácia
As quatro fontes de autoeficácia são: maestria prática (a mais importante), aprendizagem por observação, persuasão verbal e excitação emocional.
A ordem de força importa: nada convence tanto quanto ter feito e conseguido. A observação funciona melhor quanto mais parecidas forem as circunstâncias entre observador e observado, e a excitação emocional nem sempre ajuda, pois há tarefas que exigem estado emocional estável.
Referência
Bandura
Autoeficácia
A fonte mais importante da autoeficácia é a persuasão verbal exercida por líderes e colegas.
ERRADO. A fonte mais importante é a MAESTRIA PRÁTICA, isto é, a experiência relevante com a tarefa. Sucessos passados constroem confiança, mas atenção: quem só viveu sucessos fáceis se desencoraja no primeiro fracasso; a autoeficácia resiliente vem de obstáculos superados com esforço.
Autoeficácia
O efeito Pigmalião, uma forma de profecia autorrealizável, é um modo de o gestor exercer a persuasão verbal sobre a autoeficácia da equipe.
CERTO. Ao acreditar no potencial do colaborador, o gestor passa a dedicar mais tempo, delegar tarefas mais desafiadoras e esperar mais dele, o que eleva a autoeficácia e o desempenho. Foi o efeito observado com professores informados de que certos alunos tinham alto potencial.
Autoeficácia
A crença do indivíduo sobre a própria habilidade para executar uma tarefa com sucesso, como fonte de motivação, corresponde à teoria da autoeficácia.
CERTO. Cuidado para não confundir com a expectância de Vroom: a autoeficácia é a confiança na PRÓPRIA CAPACIDADE, enquanto a expectância é a crença de que o esforço empregado se converterá em desempenho. São próximas, mas a autoeficácia olha para quem é a pessoa, não para a cadeia esforço e resultado.